
21 out 2025ter 20:00
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Nascida em Porto Príncipe, filha de pais ligados ao vodu, Moonlight cresceu em um orfanato católico, onde a música gospel foi sua primeira linguagem espiritual. Sua mãe morreu no parto, e foi criada pelo reverendo Doucet Alvarez, que lhe deu o nome Moonlight. Ainda jovem, começou a cantar em gravações de artistas locais e a colaborar com poetas haitianos como Jean-Claude Martineau.
Em 2002, mudou-se para a França, onde estudou jazz e iniciou sua trajetória prof issional, até encontrar, em 2017, o guitarrista e diretor artístico Matthis Pascaud, com quem consolidou o som “vulcânico” que a tornaria reconhecida mundialmente.
Descrita pelo The Guardian como a “Patti Smith caribenha”, a cantora e sacerdotisa vodu Moonlight Benjaminrepresenta uma das vozes mais arrebatadoras da música contemporânea. Sua obra é uma síntese poderosa: melodias e espiritualidade haitianas entrelaçadas ao peso elétrico do blues-rock dos anos 70, em um ritual sonoro que é ao mesmo tempo ato de resistência, catarse coletiva e celebração da ancestralidade.
Moonlight combina a pulsação mística do vodu haitiano com guitarras furiosas, riffs densos e batidas percussivas. Suas canções são invocações — cantos de cura e libertação, que soam como um grito primal ecoando entre espiritualidade e rebeldia.
Influenciada por artistas como Dr. John, Oumou Sangaré, The Black Keys e Alabama Shakes, Moonlight cria um estilo que críticos chamam de “garage blues vodu”: hipnótico, espiritual e ferozmente contemporâneo.
Assistir a um show de Moonlight Benjamin é mergulhar em uma experiência quase xamânica. Sua presença de palco é magnética: entre invocação e explosão rock’n’roll, ela guia o público por um transe coletivo, onde o Haiti ancestral encontra a energia libertadora do blues e do rock.
Suas apresentações já foram descritas como “um ritual de cura”, “um choque espiritual e elétrico” e “uma experiência inesquecível de libertação”.
Financial Times:
★★★★ “Ela reinventou o blues-rock dos anos 70 como um som autenticamente haitiano, com ritmos vodu e invocações aos loas.”
Evening Standard:
★ ★ ★ ★ “Moonlight Benjamin gera um som poderoso e arrebatador.”
fRoots:
★ ★ ★ ★ ★ “Soul blues mama e punky rock queen ao mesmo tempo. Impressionante.”
Songlines (Top of the World):
★ ★ ★ ★ “A tradição do vodu transformada em batidas elétricas.”
Rock’n’Reel:
★ ★ ★ ★ “Uma experiência intrigante, emocionante e inesquecível.”
Desde 2018, sua trajetória tem sido meteórica.
Em 2019, realizou mais de 65 shows em 15 países, conquistando plateias na Europa e América do Norte.
Já passou por mais de 150 concertos em 17 países, incluindo alguns dos maiores festivais do mundo: Sziget (Hungria), Lowlands (Holanda), Colours of Ostrava (Tchéquia), Fusion Festival (Alemanha), New Orleans Jazz & Heritage Festival (EUA), WOMAD (UK, Espanha, Austrália, Nova Zelândia), Celtic Connections (UK), Rio Loco (França), Jova Beach Party (Itália), entre outros.
Foi capa das revistas Songlines e fRoots (UK), com matérias em veículos como The Guardian, Financial Times, Rolling Stone, France Inter, The New York Times, BBC e MTV.
Tornou-se favorita declarada de Martin Gore (Depeche Mode) e foi tocada por Iggy Pop em seu programa na BBC.
Siltane (2018): álbum de estreia, marcado pela fusão entre poesia haitiana, canto creole e riffs de blues-rock.
Simido (2020): um disco mais cru e explosivo, af irmando sua identidade no cruzamento entre o rock e as raízes vodu.
Wayo (2023): cujo título signif ica “grito de dor” em crioulo haitiano, é sua obra mais sombria e profunda até agora — um mergulho em temas como fé, energia, espiritualidade e resistência, com produção de Raphaël Chassin e arranjos de seu parceiro de longa data Matthis Pascaud.
Há 20 anos, nascia um espaço que se tornaria referência nacional e internacional da música independente, da experimentação sonora e da liberdade artística: a Audio Rebel. Em 2025, celebramos duas décadas de resistência cultural, encontros inesquecíveis, parcerias históricas e muitos momentos que marcaram o cenário musical brasileiro.
Nestes 20 anos, a Rebel foi palco de centenas de shows memoráveis, de nomes consagrados a novos talentos da cena independente. Tornou-se um laboratório criativo, recebendo projetos experimentais e colaborações únicas entre artistas do Brasil e do mundo. Sobreviveu a tempos difíceis, incluindo uma pandemia, reafirmando seu papel como espaço de resistência cultural. Abrigou gravações, ensaios, residências artísticas e oficinas, funcionando como ponto de encontro para músicos, produtores e pensadores da arte sonora. Foi reconhecida como um dos espaços culturais mais autênticos e consistentes do Rio de Janeiro – sempre com os pés no chão e os ouvidos no futuro.

O Festival Rebel 20 anos está sendo realizado com o apoio da Heineken e a programação visual por aleXdu.